O sono desempenha um papel crucial na manutenção da saúde mental e física, influenciando diretamente o desempenho no trabalho e a produtividade. No entanto, muitas pessoas subestimam sua importância, o que pode levar a consequências negativas. Estudos indicam que mais de 70% dos brasileiros enfrentam problemas relacionados ao sono, como a insônia, o que pode agravar condições como o burnout.
No Brasil, a síndrome do esgotamento profissional afeta cerca de 30% dos trabalhadores, segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT). Essa condição é exacerbada pela privação de sono, criando um ciclo vicioso que compromete ainda mais a saúde e o bem-estar.
Tendência “Bed Rotting”
A tendência conhecida como “bed rotting” tem ganhado popularidade nas redes sociais, especialmente no TikTok. Essa prática envolve passar longos períodos na cama, seja rolando o feed do celular, assistindo a séries ou até mesmo trabalhando. Embora possa parecer uma forma eficaz de descansar, especialistas alertam para os possíveis efeitos negativos dessa prática.
“Bed rotting” não é um conceito novo, mas sim uma prática que sempre existiu sob diferentes nomes. Para aqueles que têm um cronotipo noturno, a tentação de permanecer na cama é ainda maior, pois o corpo demora a se ajustar ao ritmo diurno.
Embora cochilos curtos possam ser benéficos, passar muito tempo acordado na cama pode ter desvantagens significativas. Especialistas destacam quatro principais problemas associados ao “bed rotting”:
- Enfraquecimento da associação entre cama e sono: O cérebro pode começar a associar a cama a um estado de alerta, dificultando o relaxamento na hora de dormir.
- Desregulação do ritmo circadiano: Permanecer na cama por longos períodos pode confundir o ciclo circadiano, tornando mais difícil adormecer à noite.
- Aumento da fadiga: A falta de movimento, e não de descanso, é muitas vezes a causa da fadiga. Atividade física e exposição à luz natural são essenciais para regular os níveis de energia.
- Estado de alerta constante: Realizar atividades na cama que não estão relacionadas ao sono pode manter o cérebro desperto, dificultando o descanso.
Como melhorar a qualidade do sono
A privação de sono está associada a diversos problemas de saúde, incluindo aumento do risco de doenças cardíacas e depressão. Para evitar esses problemas, algumas mudanças na rotina podem ser benéficas:
- Movimento matinal: Levantar-se e se movimentar pela manhã ajuda a regular o ciclo biológico e aumentar os níveis de energia.
- Uso adequado da cama: Reserve a cama apenas para dormir, evitando atividades como assistir TV ou trabalhar.
- Horário regular para acordar: Manter um horário consistente para acordar ajuda a garantir um acúmulo adequado de sono.
- Exposição à luz natural: Receber luz natural cedo fortalece o ritmo circadiano e facilita o sono noturno.
Manter uma rotina de sono consistente é fundamental para evitar o “bed rotting”. Certifique-se de que o ambiente do quarto seja propício ao sono, com iluminação adequada e boa ventilação. A prática de exercícios físicos, especialmente pela manhã, pode ajudar a melhorar a qualidade do sono. Além disso, evitar o uso de telas e atividades estressantes antes de dormir é essencial para um descanso reparador.