Nos últimos anos, o mercado de carro por assinatura tem ganhado destaque no Brasil, atraindo cada vez mais consumidores interessados em alternativas à compra tradicional de veículos.
De acordo com a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), o número de contratos de carros por assinatura aumentou significativamente, passando de 90 mil em 2021 para 130 mil em 2024. A expectativa é que, até o final de 2025, esse número alcance 195 mil contratos.
Essa modalidade oferece uma solução prática e flexível para aqueles que preferem evitar a posse definitiva de um veículo. A assinatura inclui despesas como IPVA, seguro, documentação, revisões e manutenção, permitindo que o cliente se preocupe apenas com custos adicionais, como combustível e pedágios. Os valores mensais variam de acordo com o modelo do carro, o período do contrato e a quilometragem mensal.
Como funciona o carro por assinatura
O carro por assinatura funciona como um aluguel de longo prazo, onde o cliente paga uma mensalidade que cobre a maioria dos custos associados ao uso do veículo. Essa alternativa é ideal para quem deseja trocar de carro com frequência, já que os planos geralmente permitem a troca de modelo após um ou três anos.
Além disso, não há necessidade de pagamento de entrada, evitando endividamento de longo prazo e preocupações com revenda ou depreciação do veículo.
Os planos de assinatura são especialmente atrativos para motoristas urbanos que buscam conveniência e previsibilidade de gastos. Eles eliminam a necessidade de lidar com burocracias, como contratação de seguro e manutenção, tornando-se uma opção viável para executivos, profissionais autônomos e pessoas que vivem em grandes cidades.
Vantagens e desvantagens do carro por assinatura
Entre as principais vantagens do carro por assinatura, destaca-se a previsibilidade financeira, já que todos os custos estão concentrados em uma única mensalidade. Isso elimina surpresas com despesas inesperadas. Além disso, a eliminação de burocracias, como a contratação de seguro e idas ao Detran, é um atrativo significativo para muitos consumidores.
No entanto, essa modalidade também apresenta desvantagens. Não há formação de patrimônio, pois o carro não pertence ao usuário. Além disso, há um limite de quilometragem, e excedê-lo pode gerar cobranças adicionais. Nem todos os modelos e marcas estão disponíveis, o que pode limitar as opções para quem tem preferências específicas.
Por fim, o valor pago pode, em alguns casos, superar o custo de compra de um carro próprio, especialmente para aqueles que pretendem manter o mesmo veículo por muitos anos.