Nova versão do aplicativo e lançamento de site exclusivo buscam oferecer mais transparência e autonomia aos beneficiários do programa
O governo federal anunciou a atualização do aplicativo do Bolsa Família, uma ferramenta que agora disponibiliza para mais de 19 milhões de famílias beneficiárias. A medida faz parte de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Caixa Econômica Federal. A versão atualizada, já disponível na Google Play, inclui melhorias significativas na navegação e na acessibilidade, além de novas funcionalidades para resolver dúvidas e problemas comuns.
Entre as atualizações, o aplicativo permite que os cidadãos verifiquem o status do benefício, consultem o calendário de pagamentos, acessem mensagens oficiais e resolvam pendências, como bloqueios temporários ou regulações de cadastro. O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, destacou que a ferramenta permite a cada família dar solução a problemas específicos, como a inclusão de uma criança que não está frequentando a escola ou a atualização de dados cadastrais.
Além disso, o ministerio prepara o lançamento de um site exclusivo para o programa, que será divulgado na próxima semana. O portal reúne informações sobre regras do Bolsa Família, orientações para acesso ao benefício, canais de atendimento e uma seção de perguntas frequentes. A iniciativa busca combater a desinformação que, segundo o governo, pode gerar confusão entre os beneficiários.
A modernização do aplicativo também inclui acesso a outros programas sociais, como “Minha Casa Minha Vida”, “Gás do Povo” e “Luz do Povo”. O Responsável Familiar pode comparar as informações do Bolsa Família com as de outras iniciativas federais, facilitando a compreensão do conjunto de políticas públicas. Melhorias de acessibilidade, como compatibilidade com leitores de tela, também estão presentes na nova versão.
Criado em 2004, o Bolsa Família atende famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, segundo a linha de pobreza. As regras do programa permitem que até mesmo trabalhadores formais ou MEIs participem, desde que atendam aos critérios de vulnerabilidade socioeconômica. O CadÚnico é o principal instrumento para identificação de beneficiários.