A fila de espera do Bolsa Família para o ano de 2026 já afeta cerca de 503,5 mil famílias. A preocupação cresce entre os candidatos à assistência devido à permanência de um orçamento praticamente estável em relação ao ano anterior. No final de 2025, cerca de 1,1 milhão de famílias estavam pré-habilitadas, mas somente 602 mil conseguiram efetivamente entrar no programa. O orçamento aprovado para 2026 é de R$ 159,5 bilhões, similar ao ano passado, criando desafios consideráveis para o enfrentamento da demanda crescente.
Fila de Espera em Expansão
Em novembro de 2025, a fila de espera do Bolsa Família atingiu o pico de quase 1 milhão de cadastros pendentes. Essa demanda reduziu levemente em dezembro, mas continua alta com mais de 500 mil famílias aguardando. Enquanto isso, em 2025, o programa viu uma redução de aproximadamente 2,1 milhões no número de beneficiários. Este cenário de orçamento estático para 2026 impede uma expansão significativa no atendimento das novas inscrições.
Desafios para a Inclusão
O primeiro repasse de 2026 do Bolsa Família está agendado para começar em 19 de janeiro. No entanto, a incerteza sobre a capacidade de inclusão das famílias na fila persiste. O governo destaca que não existe um prazo específico para inclusão após a pré-habilitação. Tal processo depende de recursos disponíveis e da quantidade de análises necessárias, o que complica ainda mais a gestão eficiente do programa.
Expectativas Orçamentárias e Realidades
O orçamento para 2026 permanece em R$ 159,5 bilhões, distribuído em uma média mensal de cerca de R$ 13,3 bilhões. Desde 2022, o número de famílias atendidas pelo programa tem diminuído, acompanhado por restrições orçamentárias e aumento da renda familiar entre algumas beneficiárias. As políticas de controle orçamentário, a estabilidade de recursos, e a dinâmica do mercado de trabalho desafiam a capacidade do governo de incluir novas famílias no programa em 2026.
Conforme o novo ano fiscal começa, as expectativas se voltam para a capacidade do governo em lidar com a fila existente e potencialmente integrar novas famílias. Isso ocorre em um contexto de estagnação orçamentária e demanda crescente para assistência social, sendo que as soluções dependerão de políticas mais eficazes e possivelmente uma maior flexibilização na alocação de recursos.