Cenário Preocupante se Mantém em Parte do País
Um levantamento recente aponta que, em fevereiro de 2026, nove unidades da Federação apresentavam mais famílias inscritas no programa Bolsa Família do que o número de trabalhadores com carteira assinada. Essa dependência acentuada de auxílios governamentais, embora em tendência de queda, ainda configura um desafio significativo para a economia local.
A situação, que já foi mais generalizada, mostra uma melhora gradual. No início de 2023 e 2024, 13 estados enfrentavam essa realidade. Em 2025, o número recuou para 12. Agora, em 2026, os nove estados que concentram essa particularidade são Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá.
Estabilidade na Dependência do Auxílio
Apesar de a carteira assinada ter apresentado um avanço superior ao do programa social em todas as unidades da Federação no último ano, a relação entre beneficiários do Bolsa Família e empregados formais se estabilizou no início de 2026. Atualmente, para cada 100 pessoas com emprego formal, há 38,6 beneficiários do programa social. Esse patamar tem se mantido estável desde agosto do ano anterior.
O pico de dependência do auxílio foi registrado em janeiro de 2023, quando o índice chegava a 49,6 cadastros para cada 100 registros formais de trabalho. Este período coincidiu com o início da atual gestão federal.