Não tome mais Ora-pro-nóbis em qualquer suplemento! Anvisa acaba de suspendê-los

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou uma decisão significativa ao proibir a venda, distribuição e fabricação de suplementos alimentares que contenham ora-pro-nóbis. Esta medida foi oficializada em uma resolução publicada no Diário Oficial da União, destacando a necessidade de regulamentação rigorosa para ingredientes utilizados em suplementos.

O ora-pro-nóbis, cientificamente conhecido como Pereskia aculeata, é uma planta que tem ganhado popularidade por suas supostas propriedades benéficas à saúde.

No entanto, a Anvisa esclarece que, para que qualquer ingrediente seja aprovado como suplemento alimentar, é essencial que passe por uma avaliação de segurança e eficácia, demonstrando cientificamente seu valor nutricional ou funcional.

Por que o ora-pro-nóbis não é autorizado como suplemento?

A decisão da Anvisa de proibir o ora-pro-nóbis em suplementos alimentares baseia-se na falta de comprovação científica de sua segurança e eficácia. A agência enfatiza que, para que um ingrediente seja considerado seguro, ele deve ser submetido a estudos rigorosos que atestem sua contribuição para a saúde humana.

Até o momento, o ora-pro-nóbis não atendeu a esses critérios.

Além disso, a Anvisa alerta que suplementos alimentares não devem ser confundidos com medicamentos. Eles não podem alegar propriedades terapêuticas, como tratamento ou prevenção de doenças, sendo destinados exclusivamente a complementar a dieta de pessoas saudáveis com nutrientes, enzimas ou probióticos.

Implicações para o mercado de suplementos

A proibição do uso de ora-pro-nóbis em suplementos alimentares tem implicações significativas para o mercado. Empresas que comercializavam produtos contendo a planta devem cessar suas atividades relacionadas a esses suplementos, incluindo a veiculação de propagandas.

É importante destacar que a medida não afeta o consumo ou a venda da planta in natura. O ora-pro-nóbis pode continuar a ser utilizado na culinária e em outras formas não relacionadas a suplementos alimentares, desde que não sejam feitas alegações de benefícios à saúde sem respaldo científico.

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