Guiana será uma nova Venezuela? Saiba o que está acontecendo com o país

Recentemente, as relações entre Venezuela e Guiana têm sido marcadas por tensões crescentes, especialmente em torno das disputas territoriais. A descoberta de petróleo na costa da Guiana, em 2015, pela Exxon Mobil, trouxe à tona antigas rivalidades, com a Venezuela reabrindo questões de fronteira que já haviam sido resolvidas por arbitragem internacional há mais de um século.

O envolvimento dos Estados Unidos, por meio de declarações do secretário de Estado Marco Rubio, destaca a importância geopolítica da região. Rubio advertiu a Venezuela sobre as consequências de qualquer agressão contra a Guiana ou as operações da Exxon Mobil, enfatizando que tal ação seria um “movimento muito ruim” para o regime venezuelano.

Em 2024, o ditador venezuelano Nicolás Maduro promulgou uma lei que criava uma província da Venezuela em Essequibo, que é um território internacionalmente reconhecido como sendo da Guiana.

Por que a Guiana é estratégica para os EUA?

A Guiana, antes considerada um dos países mais pobres da América do Sul, viu sua posição estratégica mudar drasticamente após a descoberta de petróleo. Com o campo de petróleo de crescimento mais rápido do mundo, a Guiana atraiu o interesse de potências globais, incluindo os Estados Unidos.

A Exxon Mobil, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, desempenha um papel crucial na exploração desses recursos, tornando a estabilidade da região uma prioridade para os EUA.

Além disso, a Guiana tem buscado apoio internacional para fortalecer sua posição contra a Venezuela. Países como o Reino Unido e a França também manifestaram seu apoio, destacando a importância de alianças internacionais na resolução de disputas territoriais.

Resposta da Venezuela

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, tem utilizado a disputa de fronteira como uma ferramenta política para mobilizar apoio interno. Com um arsenal militar superior ao da Guiana, a Venezuela busca reafirmar sua influência na região. No entanto, a pressão internacional e a presença de empresas como a Exxon Mobil complicam as ações venezuelanas.

Maduro enfrenta desafios significativos, tanto internamente quanto no cenário internacional. A reabertura da disputa de fronteira é vista como uma tentativa de desviar a atenção dos problemas econômicos e sociais enfrentados pela Venezuela.

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