O governo federal do Brasil está considerando alterações significativas nas regras do Bolsa Família, que podem beneficiar trabalhadores formais em 2026. A mudança, em análise no Senado através do Projeto de Lei nº 408/2025, visa permitir que famílias com pelo menos um membro empregado formalmente, com salário de até um salário mínimo, continuem recebendo o benefício. Essa medida tem como objetivo evitar que o temor de perder o auxílio impeça a aceitação de empregos formais.
Atualmente, o Bolsa Família atende famílias com renda per capita de até R$ 218. As novas regras propostas criam uma exceção para aqueles que ingressam no mercado de trabalho formal, desde que tenham um salário de até R$ 1.621 e uma jornada de trabalho de 44 horas semanais. Esta alteração busca fomentar a continuidade do apoio financeiro para famílias em transição para a estabilidade financeira.
Fomentando a Inclusão Trabalhista
O Projeto de Lei visa combater a “armadilha da pobreza”, incentivando pessoas a aceitarem empregos formais sem o risco imediato de perder benefícios sociais. Esta mudança propõe permitir a manutenção do Bolsa Família paralelamente ao salário formal, promovendo a inclusão trabalhista e a autonomia financeira.
Em 2025, o governo começou a implementar regras de transição para facilitar essa adaptação. Por exemplo, introduziram normas de proteção que garantem às famílias a possibilidade de retornar ao programa prioritariamente em casos de redução de renda.
Novos Limites de Renda com o Salário Mínimo Ajustado
Além das alterações no programa, o ano de 2026 trouxe um novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621. Este reajuste impacta os critérios de elegibilidade para o Cadastro Único, elevando o teto para inscrição e permanência no programa. Embora o valor básico do Bolsa Família permaneça em R$ 600, os beneficiários devem verificar se sua renda familiar permanece dentro dos critérios do programa após o reajuste salarial.
Ajustes no Orçamento e Perspectivas Futuras
O orçamento federal para 2026 prevê R$ 159,5 bilhões para o Bolsa Família. As novas diretrizes incluem o contínuo monitoramento de condicionalidades como frequência escolar e acompanhamento de saúde. A aprovação destas mudanças ainda está pendente, aguardando tramitação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.
Enquanto isso, os beneficiários devem manter atenção às normas e requisitos do programa para garantir a continuidade do benefício. A expectativa é que o projeto contribua significativamente para a inserção econômica de quem, historicamente, esteve à margem do mercado de trabalho formal.