Estudo aponta aumento de 5% no trabalho formal e queda de 8% nas internações
Beneficiários do programa de transferência de renda comemoram um reajuste de 5% no benefício, mas os efeitos mais relevantes vão além do valor recebido. Uma pesquisa recente revelou que a expansão do programa em 2012 impulsionou a taxa de ocupação formal em torno de 5%.
Saúde da população também melhorou. No mesmo período, as internações hospitalares diminuíram 8% e a mortalidade entre famílias em situação de extrema pobreza recuou 14%, o que equivale a cerca de mil vidas preservadas, segundo os cálculos do estudo.
Metodologia que cruza bases de dados
Os pesquisadores combinaram informações do Cadastro Único, dos registros de emprego e do Sistema Único de Saúde para avaliar os impactos. Essa integração permitiu identificar a relação direta entre a renda extra e a capacidade das famílias de adquirir alimentos e medicamentos, fatores que influenciam a saúde e a manutenção de empregos formais.
Doenças associadas à desnutrição e a infecções apresentaram queda significativa nas internações, inclusive problemas digestivos, indicando uma melhora na saúde básica dos beneficiários.
Perfil dos beneficiários e alcance nacional
Hoje, o programa beneficia quase 19 milhões de famílias em todo o território nacional, com pagamento médio de R$ 678,22 em abril, representando um investimento de R$ 12,8 bilhões. As mulheres são responsáveis por 84% das famílias atendidas, refletindo a importância do programa para mães, avós e demais mulheres chefes de domicílio.
Além das mulheres, o benefício alcança grupos vulneráveis como indígenas, quilombolas e pessoas em situação de vulnerabilidade social, reforçando o caráter inclusivo da política pública.