Benefícios voltam a atingir quase 19 milhões de famílias
Em abril de 2026, o programa social mais amplo do país chegou a quase 19 milhões de pagamentos mensais, superando a queda observada no último ano. O saldo avançou 269 mil famílias em relação ao final de 2025, representando um aumento de 1,4 % no período.
Valor médio por núcleo familiar diminui
Apesar do crescimento no número de beneficiários, o valor médio repassado caiu para R$ 678,22, menos de R$ 5,50 em relação ao mês anterior, quando a média era de R$ 697,77.
Estrutura do benefício e ajustes recentes
O auxílio básico continua em R$ 600, mas complementos voltados a crianças, gestantes e outros grupos elevam a média acima desse patamar. Esses adicionais foram implementados no início do terceiro mandato presidencial, como parte de uma promessa de campanha.
Contexto econômico e permanência dos assistidos
Com a economia em expansão e o desemprego atingindo nível historicamente baixo em 2025, é natural que parte da população deixe de depender do programa. Contudo, ainda há uma parcela significativa que permanece nas listas, muitas vezes migrando para a informalidade para não perder o benefício.
Fraudes e excesso de apoio estatal
Estudos apontam que cerca de 1,4 milhão de beneficiários ocultam informações sobre cônjuges para manter o recebimento do auxílio, um dos tipos de fraude mais frequentes. Além disso, quase 895 mil famílias recebem mais do Estado do que obtêm em rendimentos de trabalho.
Despesas públicas permanecem estáveis
Mesmo com o aumento no número de pagamentos, o gasto total do governo manteve-se em torno de R$ 12,8 bilhões, já que a redução no valor médio compensou a ampliação da cobertura. O recorde de desembolso foi registrado em junho de 2023, quando o programa chegou a R$ 15,0 bilhões para mais de 21 milhões de pagamentos.