Combate ao azeite adulterado ganha força no Brasil

Operações de 2025 e 2026 retiram milhares de litros do mercado

Durante o ano de 2025, a cooperação entre o órgão federal responsável pela agricultura e a agência nacional de vigilância sanitária culminou na interdição de lotes de 25 marcas distintas, resultando na apreensão de aproximadamente 16.700 litros de óleo que apresentavam irregularidades.

Em 2026, as fiscalizações continuaram intensas, com novas intervenções que retiraram da circulação produtos que misturavam óleos vegetais de qualidade inferior ou ocultavam sua verdadeira origem. Na última quarta‑feira, 8 de abril, a marca Afonso teve sua comercialização suspensa após constatação de procedência desconhecida e falhas no processo de importação.

Vigilância nas lojas físicas e no comércio eletrônico

Os órgãos de controle ampliaram o monitoramento para plataformas de venda online, onde o risco de encontrar azeite adulterado é maior. A principal infração detectada tem sido a descaracterização do produto, prática que confunde o consumidor ao apresentar um óleo que não corresponde ao padrão legal de azeite.

Para que um óleo seja rotulado como azeite, ele deve respeitar limites específicos de acidez e não pode conter misturas de óleos de sementes. Qualquer desvio desses parâmetros inviabiliza a classificação.

Como identificar um azeite genuíno

Especialistas apontam cinco critérios essenciais ao escolher o produto: observar a origem declarada, verificar a indicação de acidez, conferir a presença de certificações, analisar o rótulo quanto a possíveis misturas e preferir marcas que adotam o azeite cru, que preserva a totalidade dos nutrientes.

O consumo de azeite cru é recomendado para garantir a ingestão integral de seus compostos benéficos. Por outro lado, o mito de que o azeite se torna “tóxico” ao ser aquecido foi desmistificado, embora o calor intenso e prolongado possa degradar componentes, alterando cor, sabor e reduzindo o valor nutricional.

Para frituras, o tipo classificado como “Tipo Único” demonstra maior resistência ao calor. Ainda assim, recomenda‑se não reutilizar o óleo em várias ocasiões, pois isso acelera a perda de qualidade.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.