A Receita Federal iniciou o recebimento das declarações pré-preenchidas do Imposto de Renda Pessoa Física 2025, referentes ao ano-base 2024. Este formato de declaração tem se tornado cada vez mais popular entre os contribuintes devido à sua praticidade e eficiência. A declaração pré-preenchida é disponibilizada 15 dias após o início do prazo para o envio tradicional, que começou em 17 de março.
Um dos fatores que atrasou a liberação deste modelo foi a greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que reivindicam reajustes salariais. Apesar do atraso, a expectativa é que mais da metade das declarações sejam enviadas por este método, que oferece ao contribuinte uma experiência mais simplificada e menos suscetível a erros.
Novas funcionalidades da declaração pré-preenchida
A partir de 1º de abril, a declaração pré-preenchida passa a incluir novas informações, como contribuições para previdência privada, atualizações de saldos de contas bancárias e poupanças, e detalhes sobre fundos de investimento. Além disso, imóveis adquiridos e doações efetuadas no ano-calendário também são informados automaticamente.
Outra novidade é a inclusão de contas bancárias e fundos de investimento ainda não declarados, bem como contas bancárias no exterior. Estas adições visam tornar o processo ainda mais abrangente e preciso, reduzindo a necessidade de ajustes manuais por parte do contribuinte.
Adicionalmente, a declaração pré-preenchida agora também inclui dados sobre criptoativos, uma inovação relevante para contribuintes que investem nesse tipo de ativo.
Por que optar pelo formato pré-preenchido?
O formato pré-preenchido tem se mostrado uma escolha popular entre os contribuintes. Em 2024, 41,2% das declarações foram enviadas por este método, e a expectativa para 2025 é que esse número suba para 57%, totalizando 26,33 milhões de declarações. A principal vantagem deste formato é a redução de erros e a economia de tempo, já que grande parte das informações são preenchidas automaticamente pela Receita Federal.
Além disso, a utilização deste modelo pode minimizar o risco de cair na malha fina, uma vez que as informações são extraídas diretamente das fontes oficiais, como instituições financeiras e empregadores, garantindo maior precisão e conformidade com os dados disponíveis para a Receita.