Quantos papas a Igreja Católica já teve?

No coração do Vaticano, reside uma das tradições mais antigas e significativas da Igreja Católica Romana: a eleição do papa. Este processo, conhecido como conclave, é um evento de grande importância, onde cardeais de todo o mundo se reúnem para escolher o novo líder espiritual de mais de um bilhão de católicos.

A história dos conclaves remonta a séculos atrás, e o método de escolha evoluiu ao longo do tempo, mantendo, no entanto, seu caráter solene e secreto.

Embora tecnicamente qualquer homem católico romano possa ser eleito papa, desde 1379, a escolha tem sido feita exclusivamente entre os membros do Colégio dos Cardeais. Este grupo é composto por cardeais que, em sua maioria, são bispos e arcebispos nomeados pelo papa para auxiliar em questões religiosas.

Quando um novo papa precisa ser eleito, todos os cardeais com menos de 80 anos são convocados a Roma para participar do conclave.

A história dos papas é extensa, começando com São Pedro, considerado o primeiro papa, que, segundo a tradição, recebeu de Jesus o Supremo Poder Pontifício. Desde então, 266 papas ocuparam o trono de São Pedro, cada um contribuindo de maneira única para a história da Igreja.

Os 10 primeiros papas:

  • São Pedro (Simon Bar Jona)
  • San Lino, Toscana (67-76)
  • Santo Anacleto (Cleto), Roma (76-88)
  • São Clemente I (88-97)
  • São Evaristo, Grécia (97-105)
  • Santo Alexandre I, Roma (105-115)
  • São Sisto I, Roma (115-125)
  • São Telesphorus, Grécia (125-136)
  • Santo Igino, Grécia (136-140)
  • São Pio I, Aquileia (140-155)

Os 10 últimos papas:

  • São Pio X (1903-1914)
  • Bento XV (1914-1922)
  • Pio XI (1922-1939)
  • Pio XII (1939-1958)
  • João XXIII (1959-1963)
  • Paulo VI (1963-1978)
  • João Paulo I (1978)
  • João Paulo II (Polônia) (1978-2005)
  • Bento XVI (Alemanha) (2005-2013)
  • Francisco (Argentina) (2013-presente)

Como funciona o conclave

O conclave ocorre na Capela Sistina, um local de grande significado histórico e artístico. Durante o processo, cada cardeal recebe uma cédula de papel para escrever o nome do candidato escolhido, abaixo das palavras latinas “Eligo in Summum Pontificem”, que significam “Eu escolho o Sumo Pontífice”. É importante notar que os cardeais não podem votar em si mesmos, garantindo a imparcialidade do processo.

Após a votação, as cédulas são colocadas em um cálice e contadas. Para que um candidato seja eleito papa, ele deve receber dois terços dos votos. Caso contrário, as cédulas são queimadas com uma substância química que produz fumaça preta, indicando que ainda não há um novo papa. Quando um papa é eleito, a fumaça é branca, sinalizando ao mundo que um novo líder foi escolhido.

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